{resenha} mr. mercedes – stephen king

Olá!

Nessa semana eu fiz um post sobre a trilogia Bill Hodges do Stephen King e hoje vim falar um pouco especificamente do primeiro livro, Mr. Mercedes. A história entrou para uma das minhas favoritas do autor e foi uma daquelas leituras que eu parava por alguns minutos para absorver o que estava acontecendo. A pior parte? Não tem ninguém pra dividir as aflições naquele momento!

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A capa é linda! Foto: arquivo pessoal

Bom, Mr. Mercedes dá início à trilogia do detetive aposentado Bill Hodges. Aqui, somos apresentados ao Assassino da Mercedes, um cara que simplesmente atropelou diversas pessoas que estavam a procura de emprego durante uma feira. Algumas morreram, outras ficaram feridas e a polícia não fazia ideia de quem era o autor dos crimes.

Hodges, inclusive, era o detetive encarregado do caso dos assassinatos e não conseguiu capturar o acusado. Depois de seu fracasso e vida em decadência, ele se aposenta e acaba bastante atormentado por isso, cogitando até cometer suicídio.

É aqui que entra o Assassino da Mercedes, ou melhor, Brady Hartsfield (desde o começo fica bem claro quem é o assassino, inclusive). Ele volta a atormentar o det. apos. e, todo orgulhoso, conta sobre seus feitos naquela noite e o que ele está tramando novamente.

Uma das coisas que considero interessante na história (e em outros livros feitos dessa maneira) é o de mostrar, em capítulos diferentes, pontos de vista também diferentes. Então, temos a oportunidade de acompanhar a vida de Bill Hodges e a mente um tanto quanto sombria de Brady. Ele é um rapaz inteligente, “fuçado” e que flerta muito com questões de morte e suicídio – não é à toa que isso está sempre rondando a sua vida.

Eu, particularmente, me interesso bastante em ler livros, assistir séries e filmes que abordam a questão de serial killers, psicopatias e afins. A história toda é eletrizante e a cada página temos aquele gostinho de quer mais.

Mas acompanhar a trajetória de Brady foi de embrulhar o estômago algumas vezes. Os seus pensamentos e ações me fizeram ter que parar de ler uma vez ou outra, mas meu cérebro não parava de gritar “MEU DEUS, OLHA ESSE CARA, O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO?” Sério, o negócio é doido.

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Foto: arquivo pessoal

Foram muitas as cenas que me chocaram pela descrição de Stephen King. Sim, ele tem esse dom de descrever situações grotescas de uma maneira brilhante. Em uma determinado ponto do livro, ele mata (obviamente) uma das personagens com veneno, a forma que ele descreve a cena é horrível e maravilhosa ao mesmo tempo. Um gênio.

Outro ponto bastante indigesto é a relação de Brady com a mãe. Sério. Só lendo pra saber do que eu estou falando!

Ah, tenho que confessar que gosto muito do personagem do Hodges, além dos secundários (que não têm nada de secundários) como a Holly e o Jerome. Esses dois acabam ajudando o detetive nessa sua empreitada ilegal de encontrar o assassino (lembrando que ele já é aposentado) e os três têm uma química muito interessante.

Sobre o Stephen King eu não tenho muito o que dizer, né? Posso considerá-lo o meu autor favorito e sou suspeita a falar até. Obviamente que ele tem erros e acertos enquanto autor, mas em Mr. Mercedes ele acertou em cheio. É um daqueles livros que você sente prazer em ler. Pelo menos comigo foi assim.

Tem Skoob? Me adiciona lá!

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