{resenha} cujo – stephen king

Cujo está entre os clássicos dos clássicos de Stephen King. Lançado originalmente em 1981, ele já passou por algumas edições e até uma adaptação e traz, mais uma vez, a essência de terror e agonia construída linha após linha, página após página.

A história se passa em Castle Rock, ambiente característico em alguns livros de King como The Dead Zone, Needful Things e outros contos. Cujo apresenta em único capítulo de 335 (pelo menos em minha versão) a vida e o entrelaces da família Trenton (formada por Vic, Donna e Tad), Steve Kemp e da família Camber (formada por Joe, Charity, Brett e, claro, Cujo – o São Bernardo).

livro cujo

Foto: Maria Mazza

Como é de costume, o autor conta, nas primeiras páginas do livro, um pouco de cada personagem, nos apresentando as angústias, as decadências, os defeitos e todas as pequenas ações que, enfim, vão se convergir no ato final da história.

Aos poucos, vamos entrando pela ponta da frente na casa de cada uma das família, até que os personagens passem a ser aterrorizados pelo São Bernardo após (aparentemente) ter contraído raiva. Ou será que existe outra explicação para o comportamento do animal?

Não há nada totalmente claro no livro que indique isso, mas a própria história – assim como os pesadelos de Tad Trenton – são assombrados pelo espírito de Frank Dodd, um policial serial killer que botou medo em Castle Rock por um bom tempo. Policial este que também é mencionado no livro The Dead Zone, deixando o mistério se o que atormenta Cujo é mesmo a doença ou o espírito do assassino.

livro cujo

Foto: Maria Mazza

Por não ser uma resenha com spoilers, não tenho como falar mais sobre a história, uma vez que a surpresa é necessária. Mas, com certeza, Cujo é um livro incrível. Stephen King, por sua essência, também é um autor que se encaixa no adjetivo, e a história é daquelas que tiram o sono até que você consuma a última página. O terror psicológico aqui instaurado saiu do âmbito fictício e me atingiu em cheio. Angustiante e brilhante ao mesmo tempo.

E mesmo com toda a sua preciosidade, King pouco se recorda do processo criativo de Cujo, uma vez que ele foi escrito no auge de seu alcoolismo e problemas com droga. Em outra obra de sua autoria, Sobre a Escrita, ele conta que mal se lembra do que foi escrito. “Não digo isso com orgulho ou vergonha, mas com um vago sentimento de tristeza e perda. Eu gosto do livro. E queria muito lembrar de ter curtido as partes boas quando as coloquei no papel.”

Além da história em si, ponto positivo pra edição feita pela Suma de Letras através do selo “Biblioteca Stephen King”. Ela é maravilhosa, em capa dura e ainda com uma entrevista bem bacana do autor nas páginas finais.

Obrigada se você leu até aqui e nos encontramos em breve!

 

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