A sensibilidade de “Sete minutos depois da meia-noite”, de Patrick Ness

É até um pouco difícil começar a falar de um livro que carrega em suas páginas tanta sensibilidade e um medo profundo que qualquer ser humano pode carregar, mesmo que ele não seja externado durante toda a vida.

É esse medo que Conor tem que viver ainda com poucos anos de idade. Quem já leu sabe do que eu tô falando… Quem ouviu pouco da história talvez não seja uma boa revelação agora, mas acho importante destacar a questão do medo, do receio, é ele quem conduz toda a história.

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Foto: Maria Mazza

São esses sentimentos conflituosos dentro do garoto que nos levam a parte da imaginação, dos sonhos e pesadelos (ou seria realmente a realidade?) onde Conor se encontra com um monstro, que sempre vem sete minutos depois da meia-noite, para contar histórias, contos com aquele toque de ensinamento em suas entrelinhas.

Esses ensinamentos do monstro somados à revolta, angústia e negação do que está acontecendo na vida de Conor e sua família vão fazendo com que, aos poucos, em seu íntimo e sem perceber, ele vá se preparando e aceitando o rumo que a sua vida tomou.

A narrativa do Patrick Ness é um presente. Esse é o primeiro livro do autor que li, mas a sua obra é de um carinho e sensibilidade que você prende a respiração até soltar o suspiro final ao virar a última página. E não só isso, as ilustrações de Jim Kay deram um toque importantíssimo a todo o contexto. É delicado, doloroso e maravilhoso ao mesmo tempo. A edição que eu li foi importada, então, não sei como ela é na versão brasileira e se também possui os desenhos.

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Foto: Maria Mazza

Sete Minutos Depois da Meia-noite é incrível e eu recomendo a todos. Recomendo porque ele nos mostra que ninguém na vida real é vilão ou mocinho. Que as pessoas são mais do que isso, elas são complexas. Elas possuem seus defeitos, suas qualidades e, acima de tudo, possuem sentimentos. Recomendo fortemente, mas já com um aviso: prepare-se para as lágrimas, elas não virão apenas às 12:07.

(a história escrita por Patrick Ness veio de uma inspiração da autora Siobhan Dowd, que morreu antes de poder concretizar a sua ideia)

(o livro foi adaptado para o cinema e leva o nome original)

Vocês já leram? Gostaram? Me contem o que acharam nos comentário ou vamos conversar pelas redes sociais. É só curtir a página do blog no Facebook, no Instagram ou me adicionar no Skoob/Goodreads.

Muito obrigada se você leu até aqui e até a próxima!

Livro (versão brasileira): Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls)| Editora: Novo Conceito | Edição: 2016 | Adicione no Skoob | Nota: 5/5

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12 comentários sobre “A sensibilidade de “Sete minutos depois da meia-noite”, de Patrick Ness

  1. Garota Perdida nos Livros || Letícia Graziele disse:

    Eu assisti ao filme e gostei bastante, mas não sei se leria o livro, mas admito que fiquei um pouco com vontade, já que livros são bem melhores e também porque deve passar um ensinamento melhor por assim dizer.

    Beijos,
    Garota Perdida nos Livros

    Curtido por 1 pessoa

  2. caroolkilljoy disse:

    Olá, tudo bem? Comecei a ouvir falar muito do livro, justamente por causa do filme. Fiquei interessada na época mas depois esqueci. Sua resenha me lembrou alguns pontos que tinha gostado de ter visto e agora voltou com força essa vontade de ler. Já quero! A sua é edição americana né? É linda!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

    Curtido por 1 pessoa

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